O Partido dos Trabalhadores encerrou neste domingo (26), em Brasília, a primeira etapa de seu 8º Congresso Nacional, reunindo dirigentes, parlamentares e integrantes do governo federal. O encontro teve como principal destaque a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que assumiu o protagonismo político do evento em razão da ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula não participou do encerramento do congresso após ter sido submetido a procedimentos cirúrgicos na sexta-feira (24), incluindo a retirada de um tumor no couro cabeludo. A ausência do presidente foi informada pela organização do evento, que manteve a programação com discursos de lideranças partidárias e representantes do governo.
Com a ausência de Lula, Fernando Haddad foi tratado como a principal figura política do encontro. Em sua fala à militância, o ministro não mencionou o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, embora seja apontado como possível adversário em disputas futuras no estado.
Haddad concentrou seu discurso na disputa nacional e reforçou a importância da continuidade do atual governo. “A reeleição de Lula é um imperativo do nosso futuro”, declarou o ministro durante sua participação no evento. Em outro momento, ele criticou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que Lula enfrentaria o que chamou de “Bolsonarinho”, em referência ao filho do ex-chefe do Executivo.
O ministro também fez críticas ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mencionando episódios como escândalos de corrupção e a condução da pandemia de Covid-19 no país. Segundo ele, esse grupo político teria mantido uma trajetória marcada por ações negativas ao longo de três décadas.
