A notícia do fim das taxas extras do presidente Donald Trump nos EUA pode não ter grande impacto nos preços do Brasil, no fim das contas. O governo brasileiro elevou no início de fevereiro a taxa de importação de mais de mil produtos, com um forte impacto no setor de tecnologia.
A decisão afeta de imediato os celulares trazidos prontos do exterior, que sofreram um acréscimo de até 7,2 pontos percentuais nos tributos. Aparelhos de marcas sem fabricação local e modelos premium importados chegarão às prateleiras com valores mais altos para o consumidor final.
Os smartphones montados no Brasil escapam da nova cobrança em um primeiro momento, mas a nova regra também aumenta os custos de máquinas e equipamentos de produção comprados em outros países e cria um inevitável efeito cascata. Como as fábricas nacionais dependem dessa tecnologia estrangeira para modernizar as linhas de montagem, é esperado que o gasto interno de fabricação também suba e esse custo extra deve afetar os preços ao consumidor a médio prazo.
Ou seja, enquanto celulares da Samsung e Motorola, além dos modelos base da Apple e alguns chineses não devem ter mudança imediata, os celulares da Xiaomi, versões Pro do iPhone e diversos outros de marcas como Realme, Oppo e Honor ficarão mais caros já nos próximos dias.